Marco Rubio defende no Senado a política dos EUA para a Venezuela, destaca cooperação com novos líderes e nega intenção de mais ação militar.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, compareceu nesta quarta-feira (28) a uma audiência no Senado para defender a política do governo Trump em relação à Venezuela, enfrentando perguntas de senadores, sobre a recente operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e nos próximos passos da estratégia americana na região.
Rubio, que já foi senador pela Flórida e integra o Comitê de Relações Exteriores, disse aos legisladores que os novos líderes venezuelanos, sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, estão avançando na cooperação com Washington, eliminando “a necessidade imediata de mais ações militares”. Ele afirmou que o governo dos Estados Unidos não pretende nem espera usar força militar adicional em Caracas — embora não descarte a opção se a cooperação se deteriorar — e ressaltou que não há tropas norte-americanas no solo venezuelano.
Rubio destacou que o foco de Washington é a transição da Venezuela para um país estável e parceiro internacional, ajudando a transformar o que chamou de “estado criminoso” em um aliado responsável. Parte dessa estratégia inclui a possível reabertura da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, fechada desde 2019, com planos de restabelecer presença diplomática e contato direto com autoridades e sociedade civil venezuelanas.
A audiência pública ocorre em meio a debates acalorados no Congresso. Recentemente, uma resolução proposta buscava limitar os poderes de guerra do presidente Trump, proibindo ações militares sem autorização formal de Congresso — medida que foi bloqueada por um voto apertado entre republicanos e democratas.
Alguns legisladores expressaram frustração com a falta de comunicação clara por parte da administração antes de operações significativas, incluindo a tomada de Maduro, e levantaram preocupações constitucionais sobre prerrogativas de uso de força. Outros questionaram a legalidade e os riscos de um engajamento tão profundo sem supervisão adicional do Legislativo.
Rubio também enfrentou interrupções durante sua fala, incluindo protestos que criticaram a política norte-americana em relação à Venezuela e pediram que os Estado sUnidos se afastem de ações militares no país.
A audiência reflete as tensões internas no país sobre como equilibrar objetivos estratégicos hemisféricos, prerrogativas presidenciais e supervisão legislativa em políticas externas de alto impacto, especialmente em um contexto marcado pela transição política na Venezuela.
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