O Exército de Israel decidiu lançar uma operação terrestre no sul do Líbano contra o Hezbollah, visando destruir instalações militares e responder a ataques recentes.

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Nesta segunda-feira (16), o Exército de Israel começou uma operação terrestre no sul do Líbano contra o Hezbollah, que notoriamente tem laços estreitos com o governo iraniano. O objetivo da ação, segundo as Forças de Defesa de Israel, é destruir instalações do grupo terrorista na região.
Para se referir a essa movimentação, Israel repetiu o termo “operação limitada”, que havia sido utilizado na última vez em que tropas invadiram o território do Líbano, em outubro de 2024.
A operação acontece poucos dias depois de o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter advertido que tomaria “territórios” no Líbano caso o Hezbollah continuasse os ataques contra Israel. Na semana passada, Katz também afirmou ter dado ordens para que o Exército se preparasse para “expandir” as ações militares no país vizinho.
VISÃO WOW
A operação terrestre que ora ocorre no sul do Líbano aumenta a tensão e coloca em questionamento direitos ligados à soberania, ainda que essa tomada de decisão esteja relacionada com a defesa que Israel exerce perante as hostilidades e os constantes ataques provenientes do Hezbollah.
Essa ação, entretanto, não pega de surpresa aqueles que acompanham a geopolítica da região, uma vez que pode ser encarada como um desdobramento lógico de quem tem empreendido esforços para eliminar de forma definitiva grupos terroristas que têm como a principal bandeira acabar com o direito de existência de Israel. Atualmente a região se encontra sob panorama de exceção mais acentuado do que o normal, o que decerto tem conexão com os ataques do Hamas, realizados contra civis em outubro de 2023.
A decisão militar de Israel parece alinhar-se com a postura dos Estados Unidos, que, durante o governo de Trump, tem promovido ações militares mais contundentes. Pode-se afirmar, portanto, que esse cenário de convergência de interesses torna a ação militar israelense mais plausível.
É provável que a operação militar encontre questionamentos perante os países que fazem parte da ONU, mas a aposta é de que eles venham de forma mais suavizada, tendo em vista as constantes críticas e cobranças que Trump tem feito aos europeus aliados para que ajudem a derrotar o regime iraniano. Ademais, há outro conflito em andamento, entre Rússia e Ucrânia, que sabidamente tem atormentado a Europa, e o receio perante a imprevisibilidade de Putin faz dos Estados Unidos um amigo necessário que não pode ser contrariado, especialmente neste exato momento.
SUA VISÃO
Após a escalada militar no Líbano e em outras partes do Oriente Médio, considerando os interesses e alianças envolvidos, ainda é possível acreditar em influências de naipe diplomático para um imediato desfecho dos confrontos? Que reação deve ter o Líbano perante a ofensiva israelense em seu território?
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