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1. Guarda Revolucionária consolida o controle no Irã, reduzindo papel dos Aiatolás / 2. Chanceler alemão tenta afastar crise de popularidade disparando contra governo norte-americano

Imagem: VOA

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1. GUARDA REVOLUCIONÁRIA ASSUME O PODER DE FATO NO IRÃ

Após dois meses de conflito, o Irã atravessa uma metamorfose estrutural profunda, migrando da tradicional primazia clerical para uma ditadura de segurança nacional dominada pela Guarda Revolucionária (IRGC).

Com a morte do Aiatolá Ali Khamenei no início das hostilidades e a debilidade física e política de seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, o centro de gravidade decisório deslocou-se para o Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC). Relatos de inteligência indicam que Mojtaba atua hoje como uma figura de assentimento simbólico, legitimando as diretrizes forjadas por generais como Ahmad Vahidi, que desponta como o principal articulador das frentes militar e diplomática de Teerã.

Essa militarização absoluta do Estado iraniano tem implicações diretas na velocidade e na rigidez das negociações internacionais. Mediadores paquistaneses descrevem o processo decisório em Teerã como “dolorosamente lento”, uma vez que a ausência de um árbitro único exige um consenso exaustivo entre as diversas alas da linha dura do IRGC antes de qualquer resposta a Washington.

A consolidação do poder nas mãos dos militares sugere um cenário de longo prazo de agressividade externa e repressão interna intensificada. Sem oposição significativa nas ruas ou fissuras visíveis no aparato de segurança, o Irã entra em uma fase de coesão forçada sob a bandeira do islamismo revolucionário e da dissuasão regional.

2. MERZ DISPARA CONTRA OS EUA ENQUANTO ECONOMIA ALMEMÃ PATINA

O chanceler alemão Friedrich Merz encontra-se em uma posição política precária, enfrentando índices recordes de desaprovação e a estagnação persistente da economia alemã.

Em uma manobra para desviar o foco de falhas domésticas em reformas estruturais, Merz passou a atacar publicamente a condução da guerra por parte dos EUA e Israel, afirmando que a falta de uma estratégia de saída em Washington está “humilhando” o Ocidente e destruindo a força econômica da Alemanha. O governo alemão alega que o custo do apoio à guerra e o choque nos preços de energia estão consumindo bilhões em fundos que deveriam ser destinados à infraestrutura e ao crescimento interno.

Paralelamente ao embate com Trump, Merz direcionou sua artilharia contra a burocracia de Bruxelas, exigindo isenções regulatórias para a indústria alemã e cortes profundos no orçamento da União Europeia. O chanceler tenta desesperadamente acalmar os líderes industriais do país, que relatam uma perda severa de competitividade global devido às regras de Inteligência Artificial da UE e ao alto custo de conformidade ambiental.

A estratégia, contudo, tem surtido pouco efeito prático, com apenas 15% da população satisfeita com a coalizão centrista, enquanto a oposição ganha terreno fértil frente a insatisfação popular. O enfraquecimento de Merz abre caminho para a ascensão da AfD, que agora se consolida como a força política mais popular da Alemanha, capitalizando sobre a crise de combustíveis e prometendo uma retomada pragmática de laços com a Rússia.

A paralisia na implementação de reformas essenciais nos sistemas de pensões e impostos, somada ao desgaste internacional com os EUA, coloca o governo alemão em uma rota de colapso iminente. Para Merz, o desafio não é apenas geopolítico, mas de sobrevivência política.

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