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Cuba nega trocar a permanência de seu presidente pelo fim das sanções econômicas.

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O governo de Cuba rejeitou qualquer possibilidade de negociar seu sistema político ou a permanência do presidente Miguel Díaz-Canel no poder, embora tenha admitido a existência de conversas com os Estados Unidos.  

As tensões ocorrem em um momento de grave crise na ilha, agravada pelo bloqueio petrolífero e comercial imposto por Trump. A proposta norte-americana envolveria um acordo econômico que relaxaria restrições e pouparia a família Castro de represálias, desde que Díaz-Canel deixasse o cargo antes do fim de seu mandato.

A estratégia de Washington para Cuba pode ser comparada à recente intervenção na Venezuela, em que os Estados Unidos colaboraram com a ascensão de Delcy Rodríguez depois do afastamento de Nicolás Maduro.

Apesar da recusa em negociar a soberania política, Cuba reforçou o interesse em manter diálogos bilaterais sobre temas legítimos e complexos. Entre os pontos de pauta estão o fim do embargo econômico, as indenizações cubanas por danos causados pelo bloqueio e as reivindicações americanas sobre propriedades nacionalizadas após a revolução de 1959.

VISÃO WOW

A geopolítica entre Washington e Havana vive um novo capítulo. Os Estados Unidos elevaram a pressão econômica contra Cuba, utilizando, dentre outros, o bloqueio petrolífero como ferramenta de barganha. Assim, esperam conseguir uma transição política na ilha.  

A recente negativa cubana em negociar o mandato de Díaz-Canel, no entanto, revela uma carta na manga: Cuba não tem mais uma política centralizada na família Castro. Isso significaria uma transição de poder mais complexa quando comparada com a deposição ocorrida na Venezuela.

Dessa maneira, é possível afirmar que a estratégia americana esbarra em uma nova realidade institucional, isto é, a diluição da autoridade poderia dificultar os planos norte-americanos, no que tange à futura estabilidade política. Díaz-Canel sabe disso e provavelmente tentará usar seu poder de convencimento para permanecer no poder, sob o argumento de que, neste momento, um vácuo geraria um panorama de acentuadas incertezas.

Depois das últimas intervenções norte-americanas, Díaz-Canel não deve suspeitar de um blefe de Trump, que recentemente falou em “tomada amigável da ilha”. O líder cubano sabe que não tem muitas opções e, portanto, não deve pagar para ver. Contudo, isso não o impede de esticar um pouco a corda para tentar assegurar aquilo que lhe resta, ainda que precise baixar a guarda e conversar com os Estados Unidos, o que, aliás, já tem feito.

Para além das disputas geopolíticas, a prioridade para o futuro de Cuba deve residir na garantia de direitos fundamentais e na melhoria das condições de vida de sua população, que há muito tempo tem sofrido com um regime opressor. Independentemente de uma intervenção norte-americana, espera-se que haja uma transição que assegure a abertura democrática e o respeito aos direitos humanos.

SUA VISÃO

A saída de Díaz-Canel levaria democracia à ilha ou apenas entregaria o controle a um regime militar possivelmente mais opressor?

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