Obrigado pela leitura! Gostou? Então compartilhe e ajude o WoW a reduzir o ruído na geopolítica.

Presidente norte-americano diz que vai participar de escolha de novo líder do Irã e fala também em troca de regime em Cuba. Israel invade o Líbano e guerra no Oriente Médio já envolve 14 países.

Imagem: Chip Somodevilla

Participe do único portal brasileiro 100% dedicado à geopolítica! Inscreva-se já em nosso canal oficial!

Em uma entrevista explosiva nesta quinta-feira (05), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos terão um papel direto na escolha do próximo líder supremo do Irã.

Trump descartou o nome de Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá, chamando-o de “incompetente” e insistindo que Washington garantirá um sucessor que abdique das ambições nucleares.

Enquanto a “Operação Epic Fury” entra em seu sexto dia, o presidente também previu que “Cuba vai cair” em breve, citando o estrangulamento econômico causado pelo corte do petróleo venezuelano.

No campo de batalha, o conflito n Oriente Médio expandiu-se para 14 países, com relatos de ataques iranianos contra o Azerbaijão, Bahrein e Emirados Árabes.

A Marinha dos EUA afundou uma fragata iraniana no Oceano Índico, ao que Teerã respondeu com promessas de vingança “amarga”. Em paralelo, Israel emitiu alertas de evacuação em massa para os subúrbios de Beirute e iniciou combates terrestres no sul do Líbano contra o Hezbollah.

Demonstrando impaciência em outras frentes, Trump atacou o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, afirmando que ele “não tem mais cartas no baralho” e deve aceitar um acordo com Vladimir Putin.

VISÃO WOW

Trump quer deixar seu nome marcado na história. A reconfiguração da ordem global será sua passagem.

Na entrevista desta quinta, disparou de leste a oeste, norte a sul. Novo líder em Teerã, fim do regime em Havana, progresso junto à Kiev e mais.

O redesenho extremo que o presidente norte-americano almeja pode de fato se confirmar. No entanto, pode não vir exatamente nos termos que deseja.

A constante pressão sobre adversários e aliados abre margem para alianças alternativas, como propagandeam os BRICS, e dá fôlego também a que relações desgastadas sejam reparadas, como timidamente o fazem China e Canadá.

Por óbvio, nenhum dos participantes tem, nesse momento, interesse em – ou pode se dar ao luxo de – um desacoplamento completo de Washington. Mesmo a China, principal proponente das novas rotas e mais apta a suportar os custos de uma cisão, vem buscando reduzir as tensões com os Estados Unidos.

Contudo, ao exigir reiteradamente concessões e expor publicamente aliados históricos, Trump cria fricções repetidamente, desgastando um tecido que, com o tempo, inevitavelmente rasgará.

Hoje, talvez, a conjuntura internacional ainda dê aos EUA a capacidade de segurar parceiros mesmo a contragosto. Com o tempo, porém, a construção de novas alianças dará a estes a confiança necessária para gradualmente se afastar.

Caso não apresente benefícios reais de suas demandas, Trump poderá de fato entrar nos livros de história. Mas por ter dado um xeque mate no próprio país.

SUA VISÃO

Trump conseguirá realmente escolher o próximo líder do Irã e derrubar o regime cubano simultaneamente, ou essa expansão de frentes levará os EUA a um esgotamento militar e econômico perigoso?

A discussão já começou em nosso canal oficial! Inscreva-se agora mesmo!

Leia mais:

Quer entender melhor o cenário atual? Leia também as últimas matérias que selecionamos para você.


Envie-nos o seu feedback em contato@wowgeopolitica.com.br.

Interessado em se conectar com leitores curiosos e informados? Anuncie conosco.

Obrigado pela leitura! Gostou? Então compartilhe e ajude o WoW a reduzir o ruído na geopolítica.