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Presidente francês discursa em base estratégica e sinaliza ampliar dissuasão à Europa. Alemanha, Polônia e Suécia intensificam diálogo diante de incertezas norte-americanas sobre proteção dos EUA.

Imagem: AFP

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Com 14 meses restantes no mandato, o presidente Emmanuel Macron acelera uma inflexão estratégica: expandir a dimensão europeia da dissuasão nuclear francesa.

Ao lado do Reino Unido, a França é uma das duas únicas potências nucleares da Europa Ocidental. Paris dispõe de cerca de 300 ogivas, com capacidade aérea e marítima. Ao menos um submarino permanece em patrulha permanente.

Diferentemente de Londres, porém, os franceses não integram o planejamento nuclear integrado da OTAN. Ainda assim, Macron sinaliza que os “interesses vitais” do país possuem dimensão continental.

Os aliados, antes diametralmente opostos à proposta, começam a veladamente avaliá-la.

O chanceler alemão Friedrich Merz já admite discussões preliminares sobre dissuasão europeia. A Polônia cogita integrar um “projeto nuclear”. A Suécia, agora membro da OTAN, recebeu o porta-aviões Charles de Gaulle, capaz de operar caças Rafale com mísseis ASMP-A.

Entre as opções em debate estão exercícios conjuntos, rotações de caças franceses em bases alemãs ou polonesas e maior alinhamento doutrinário com o Reino Unido.

A linha vermelha, porém, permanece: Paris exige manter controle exclusivo sobre o botão nuclear.

VISÃO WOW

A arquitetura nuclear europeia entrou em fase de transição.

O guarda-chuva nuclear norte-americano permanece, do ponto de vista operacional, formalmente intacto. Sua credibilidade política, contudo, foi parcialmente corroída.

Esse vácuo abre espaço para a França converter capacidade latente em instrumento de liderança continental.

O problema é a conjuntura.

Dissuasão exige previsibilidade de longo prazo. Macron dispõe de pouco mais de um ano. Caso limite-se a retórica, reforçará dúvidas sobre a sustentabilidade do compromisso francês. Se avançar para desdobramentos operacionais, criará custos políticos para um eventual governo eurocético.

Como típico de Paris nos últimos anos, por mais grave que sejam os eventos externos, nenhuma ameaça é tão perigosa quanto a instabilidade interna.

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A Europa deve institucionalizar a dissuasão francesa agora ou esperar a redefinição do compromisso americano pós-2027?

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