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Líder supremo iraniano é alvo de ofensiva conjunta de EUA e Israel contra alvos militares estratégicos em Teerã. Operação eleva risco de instabilidade regional e pressiona sucessão no regime.

Imagem: AP

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em um ataque aéreo israelense contra seu complexo em Teerã, afirmaram autoridades neste sábado (28) autoridades de Israel.

O governo dos Estados Unidos declarou não ter confirmação imediata da morte.

A ofensiva ocorre no âmbito de uma operação conjunta que o presidente Donald Trump descreveu como voltada à derrubada do regime iraniano. Forças americanas atingiram bases de mísseis, sistemas de defesa aérea e centros de comando da Guarda Revolucionária.

Segundo o Comando Central dos EUA, a operação mira a infraestrutura militar estratégica do país. Autoridades ocidentais afirmam que altos comandantes da principal agência de inteligência iraniana também foram alvejados. Trump declarou que o objetivo é garantir “liberdade ao povo do Irã”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques continuarão “pelo tempo que for necessário”.

Nos últimos dias, Washington mobilizou ampla força militar na região após o fracasso das negociações nucleares, que culminou com os ataques iniciados nesta madrugada.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra Israel e ao menos sete países árabes, atingindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait. Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Catar relataram interceptações.

VISÃO WOW

A eliminação de Ali Khamenei não é apenas a remoção de um líder. É um abalo direto do pilar que organizava o sistema político iraniano desde 1989. O líder supremo não exercia apenas autoridade religiosa. Ele funcionava como árbitro final entre Guarda Revolucionária, clero e elites políticas.

Sem essa figura de equilíbrio, as tensões latentes ganham espaço. A sucessão tende a expor disputas internas que, até aqui, permaneciam contidas. A Guarda Revolucionária pode ampliar sua influência. O clero tradicional pode tentar preservar prerrogativas. Nenhum desses movimentos ocorre sem fricção.

A ofensiva também altera o cálculo estratégico regional. Um regime acuado tende a agir de forma menos previsível. Milícias aliadas no Líbano, Síria, Iraque e Iêmen podem intensificar ações para demonstrar resiliência. Israel, por sua vez, dificilmente aceitará qualquer recomposição que preserve a capacidade nuclear iraniana.

O que está em jogo não é apenas a sobrevivência de um governo. É a arquitetura de poder construída após a Revolução de 1979. Se o centro decisório não se reorganizar rapidamente, o risco deixa de ser apenas militar. Passa a ser institucional. E potencialmente irreversível.

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