NNPC busca parceria com gigante petroquímica chinesa para reativar refinarias na Nigéria através de participação acionária, visando superar histórico de fraudes e inatividade.

A petrolífera nigeriana NNPC revelou planos para firmar uma parceria com uma empresa chinesa para reabilitar as suas refinarias, que permanecem inativas há décadas.
A nova estratégia, detalhada pelo chefe da estatal, Bayo Ojulari, marca uma mudança de direção: em vez de contratar prestadores de serviços, a estatal busca agora operadoras com experiência comprovada para assumir participações acionárias nas instalações.
A empresa chinesa interessada, descrita como proprietária de uma das maiores plantas petroquímicas da China, iniciou inspeções técnicas imediatas. O objetivo é que estas refinarias passem a se autofinanciar através de parcerias de capital, evitando a venda total dos ativos, embora a presidência nigeriana mantenha a opção de privatização sobre a mesa.
“Estamos convidando operadores de refinarias com experiência comprovada em vez de apenas empreiteiros para viabilizar as unidades”, afirmou o chefe da NNPC.
A urgência na reativação ocorre num cenário de crise e escândalos. Em maio de 2025, uma investigação de corrupção revelou fraudes de US$ 2,9 bilhões em fundos destinados à reabilitação das unidades, com o monitoramento de altos executivos da estatal.
Atualmente, as três principais refinarias (Warri, Kaduna e Port Harcourt) possuem uma capacidade combinada de 445 mil barris por dia, mas a inatividade forçou o país a depender quase totalmente de importações e da recente megarefinaria privada de Dangote.
Embora a refinaria de Dangote tenha garantido algum alívio para o abastecimento doméstico, o governo nigeriano vê na parceria chinesa a chance de recuperar a soberania industrial. O desafio será converter o histórico de investimentos fracassados em operações autossustentáveis.
“A ideia é dar aos parceiros uma participação no capital para que as instalações possam se financiar sozinhas”, explicou Ojulari.
Ao abrir o capital para gigantes petroquímicos da Ásia, Abuja tenta finalmente transformar seu parque industrial em ativos produtivos, buscando uma autossuficiência de combustível que se provou ilusória nos últimos anos.
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