Governo Trump avalia bloqueio naval ao petróleo de Cuba, ampliando pressão geopolítica e elevando riscos econômicos e humanitários no Caribe.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, avalia impor um bloqueio naval total para impedir a entrada de petróleo em Cuba. A medida, ainda não definida, faz parte de um conjunto de opções consideradas pela Casa Branca para acelerar a queda do regime comunista cubano.
A proposta representa uma escalada em relação ao anúncio feito por Trump no início de janeiro, quando prometeu interromper o envio de petróleo da Venezuela para a ilha. A perda do fornecimento venezuelano já agravou a crise energética cubana, estrangulando uma economia fragilizada por décadas de embargo e má gestão estatal.
Um bloqueio total, no entanto, levanta receios dentro da própria administração sobre o risco de uma crise humanitária de grandes proporções no Caribe.
Segundo fontes, o plano conta com o apoio do secretário de Estado, Marco Rubio, antigo defensor de medidas duras contra Havana. A iniciativa poderia ser justificada com base na Lei Helms-Burton, de 1994, que formalizou o embargo comercial e financeiro contra Cuba. Para defensores da estratégia, o momento seria oportuno, diante do enfraquecimento econômico da ilha e do colapso do apoio venezuelano.
Cuba importa cerca de 60% do petróleo que consome, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Com a redução dos embarques da Venezuela, o México tornou-se o principal fornecedor, embora cobre pelo produto e não consiga suprir integralmente a demanda cubana. O resultado tem sido uma sequência de apagões, escassez de alimentos e deterioração das condições de vida.
Internamente, há divergências sobre os efeitos colaterais da medida, incluindo o risco de instabilidade regional e uma nova onda migratória. Ainda assim, críticos do regime veem no bloqueio a oportunidade de concluir um projeto político iniciado em 1959, quando a revolução liderada por Fidel Castro derrubou Fulgencio Batista.
Para o senador republicano Rick Scott, a linha é clara.
“Não deveria haver um centavo, nem petróleo. Nada jamais deveria chegar a Cuba”.
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