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Zelensky anuncia negociações trilaterais entre Ucrânia, EUA e Rússia nos Emirados Árabes após reunião com Trump em Davos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que negociações trilaterais entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia deverão ocorrer na sexta-feira e no sábado (23/24), nos Emirados Árabes Unidos. A declaração foi feita durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, logo após uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Zelensky, as conversas representam o primeiro encontro formal em formato trilateral desde a intensificação dos esforços diplomáticos recentes envolvendo Washington e Moscou. 

O presidente ucraniano explicou que a equipe de negociação da Ucrânia já havia mantido contatos prévios com representantes norte-americanos antes de sua reunião com Trump, e que a delegação dos Estados Unidos seguirá diretamente para Moscou antes do encontro nos Emirados.

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“O time norte-americano está partindo hoje para Moscou. Eles aguardavam nossa reunião com o presidente Trump. Agora eles estão indo, e minha equipe encontrará a equipe norte-americana, e acredito que este será o primeiro encontro trilateral nos Emirados; acontecerá amanhã e depois de amanhã”, afirmou Zelensky durante seu pronunciamento.

O líder ucraniano avaliou positivamente o início dessas conversas em nível tático, indicando que o formato pode servir como um teste para negociações mais amplas no futuro. Segundo ele, o momento exige disposição para concessões por parte de todos os envolvidos, não apenas da Ucrânia.

“A Rússia precisa estar pronta para compromissos. Todos precisam estar prontos, não apenas a Ucrânia. Isso é importante para nós. Veremos qual será o resultado”, declarou Zelensky, reforçando que Kiev continua comprometida com uma solução diplomática, desde que seus interesses estratégicos e de segurança sejam respeitados.

Do lado norte-americano, Donald Trump descreveu o encontro com Zelensky em Davos como “muito bom”, sinalizando um clima construtivo entre os dois líderes. No entanto, Trump destacou que durante a reunião não foi discutida a eventual adesão da Ucrânia ao chamado “Conselho da Paz”, uma iniciativa que o presidente dos Estados Unidos afirma estar estruturando como parte de sua agenda diplomática internacional.

Até o momento, nenhum dos tradicionais aliados europeus ocidentais dos Estados Unidos aderiu formalmente a esse conselho, o que levanta questionamentos sobre seu peso político e sua capacidade de influenciar negociações de alto nível.

A escolha dos Emirados Árabes Unidos como sede das conversas reflete o papel crescente do país como mediador e anfitrião de diálogos sensíveis no cenário internacional, especialmente em conflitos envolvendo grandes potências. 

Observadores avaliam que o encontro poderá indicar se há espaço real para avanços diplomáticos ou se as divergências estruturais entre Moscou e Kiev continuarão bloqueando progressos substanciais.

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