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Bobi Wine alerta que pode convocar protestos se as eleições de Uganda de 15 de janeiro forem fraudadas, em meio a repressão e militarização antes do pleito.

O principal candidato oposicionista nas eleições presidenciais de Uganda, Robert Kyagulanyi Ssentamu, mais conhecido como Bobi Wine, alertou nesta terça-feira que poderá convocar protestos em massa caso o pleito de 15 de janeiro seja fraudado pelo governo do presidente Yoweri Museveni, que busca um sétimo mandato após quase quatro décadas no poder. 

Em entrevista à agência AFP, Wine afirmou que, se houver indícios de manipulação eleitoral, o povo ugandense será chamado a ocupar as ruas de forma pacífica para resistir a um eventual “roubo de eleições”. 

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O alerta ocorre em meio a um ambiente de alta tensão, com autoridades acusadas por organismos internacionais de repressão a opositores, detenções e uso excessivo da força contra apoiadores de Wine. 

Wine, 43 anos, consolida apoio especialmente entre os jovens e em grandes centros urbanos, embora reconheça que protestos possam desencadear novos episódios de violência, e reafirmou o compromisso com a não-violência como princípio estratégico. 

A eleição de quinta-feira ocorre em um contexto de forte militarização e restrições comunicacionais, incluindo desdobramentos do Exército em Kampala e possíveis limitações ao acesso à Internet, medidas consideradas por críticos como tentativas de intimidar a oposição e influenciar o processo eleitoral. 

O presidente Museveni, no poder desde 1986, detém amplo controle sobre instituições estatais e tem sido acusado de alterar regras constitucionais para prolongar sua permanência no cargo. 

Observadores internacionais apontam que, embora Museveni seja amplamente esperado como vencedor, a condução das eleições representa um teste crucial para a já fragilizada democracia ugandense.

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