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Portugal constrói o NRP D. João II, o primeiro porta-drones dedicado da Europa, projetado para operar sistemas não tripulados em múltiplas missões.  

Portugal está construindo o primeiro porta-drones dedicado da Europa, uma embarcação naval inovadora batizada como NRP D. João II, que deve ser entregue à Marinha Portuguesa no segundo semestre de 2026. 

Ao contrário dos porta-aviões tradicionais, projetados para operar aeronaves tripuladas, o D. João II foi concebido especificamente para lançar e recuperar veículos não tripulados, tanto drones aéreos, como drones de superfície e subaquáticos, oferecendo um perfil de missão extremamente flexível e adaptável. 

A embarcação está sendo construída pela Damen Shipyards no estaleiro de Galati, na Romênia, com um custo total estimado em €132 milhões, em grande parte financiados por fundos de recuperação da União Europeia. 

Com aproximadamente 107,6 metros de comprimento, o navio pode alternar rapidamente entre diferentes perfis de missão, simplesmente trocando sistemas e equipamentos a bordo, uma capacidade que permite adaptá-lo a tarefas diversas em apenas uma semana. 

O projeto representa uma resposta estratégica ao aumento da importância dos sistemas não tripulados em operações navais modernas e à necessidade de plataformas mais versáteis e econômicas do que os grandes porta-aviões clássicos. 

Esses sistemas não tripulados evoluíram de simples ferramentas de reconhecimento para instrumentos capazes de realizar vigilância persistente, coleta de dados e até tarefas operacionais em cenários híbridos e de baixa intensidade. 

O navio também terá espaço para uma guarnição de até cerca de 200 pessoas, incluindo operadores e especialistas em drones, além de espaço para aeronaves e veículos não tripulados. Ele poderá desempenhar uma ampla gama de funções, como vigilância marítima, investigação científica, monitoramento ambiental, busca e resgate e resposta a desastres, além de ajudar no monitoramento de infraestrutura crítica sob o mar. 

O D. João II simboliza a tendência de modernização tecnológica das forças navais europeias, que buscam integrar capacidades de drones sem o peso logístico e financeiro das grandes plataformas de aviação naval tradicionais.

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