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ONU confirma acordo para reabrir passagem de Rafah entre Gaza e Egito já na próxima semana, como parte de esforços humanitários e de paz.

Imagem: Xinhua/Ahmed Gomaa

A ONU confirmou nesta sexta-feira (23) a existência de um acordo para a reabertura da passagem de Rafah, a principal fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, possivelmente já na próxima semana. A decisão foi anunciada pelo Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nikolay Mladenov, ressaltando o papel central da travessia no fluxo de pessoas e bens em um contexto de prolongada crise humanitária. 

Segundo Mladenov, as partes envolvidas — incluindo Israel, o Egito e representantes palestinos — avançaram em entendimentos logísticos e de segurança para permitir a abertura do ponto de passagem em duas direções, tanto para a entrada de ajuda e mercadorias quanto para a mobilidade de civis. Coordenação adicional está em desenvolvimento com o comitê nacional palestino e demais atores internacionais para resolver questões pendentes antes da implementação plena. 

A passagem de Rafah, que estava amplamente fechada desde 2023 devido aos complexos desdobramentos do conflito entre Israel e Hamas, desempenha papel estratégico como a via mais significativa de ligação da população de Gaza com o mundo exterior. 

Sua reabertura representa uma tentativa de aliviar restrições sobre a movimentação de pessoas e facilitar o acesso a bens essenciais, especialmente em um cenário de escassez crônica de alimentos, medicamentos e outros suprimentos básicos na faixa costeira. 

A iniciativa de abrir o posto fronteiriço também foi mencionada por Ali Shaath, chefe do comitê de transição palestino apoiado pelos Estados Unidos, que descreveu Rafah como “uma via vital e um símbolo de oportunidade” para os habitantes de Gaza. Shaath falou sobre o significado da reabertura como um passo concreto em direção à normalidade e reconstrução, em meio aos esforços diplomáticos e de mediação internacional. 

A reabertura planejada ocorre num contexto mais amplo de negociações e compromissos resultantes do cessar-fogo mediado e de planos para reorganizar a administração civil na região. A participação de organismos internacionais e facilitação por parte da ONU e outros parceiros externos têm sido elementos cruciais para viabilizar os preparativos. 

O avanço na reabertura de Rafah poderá aliviar pressões humanitárias significativas e fortalecer a confiança entre as partes, embora permaneça incerteza sobre os detalhes operacionais finais e sobre como serão gerenciadas questões de segurança e controle administrativo.

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