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União Europeia propõe aliança estratégica aos Estados Unidos para quebrar o monopólio chinês sobre minerais críticos. O plano inclui estoques conjuntos e proteção contra manipulações de mercado de Pequim.

Imagem: Bridget Bennett/POLITICO

A União Europeia prepara uma ofensiva diplomática nesta semana para convencer o governo de Donald Trump a selar uma parceria estratégica em minerais críticos. O objetivo central é coordenar esforços para reduzir a dependência ocidental das matérias-primas chinesas, que hoje funcionam como uma coleira curta sobre as cadeias de suprimentos de Washington e Bruxelas.

A proposta europeia prevê a assinatura de um memorando de entendimento para criar um roteiro estratégico em até três meses. O plano sugere o desenvolvimento conjunto de projetos de mineração, mecanismos de suporte de preços e, curiosamente, o estoque compartilhado de recursos, ideia que parece ter saído diretamente da cartilha de segurança nacional norte-americana.

É a velha Europa tentando falar a língua do “America First” para garantir que não será atropelada por acordos bilaterais isolados que a Casa Branca vinha pressionando alguns Estados-membros a assinar.

Há, entretanto, uma cláusula de “respeito à integridade territorial” inserida nas entrelinhas, uma resposta direta e levemente irônica ao recente interesse de Trump em adquirir a Groenlândia, território da Dinamarca. Bruxelas quer a parceria, mas faz questão de lembrar que aliados não costumam colocar os territórios uns dos outros no carrinho de compras.

O movimento é urgente, já que Pequim demonstrou no último ano que não hesitará em usar seu monopólio de terras raras como arma geopolítica. Segundo a Comissão Europeia, as negociações são “vitais para diversificar nossos suprimentos para longe de qualquer país único”.

Para as autoridades norte-americanas, a prioridade é isolar refinadores ocidentais da concorrência predatória de exportações chinesas mais baratas. Como destacaram fontes próximas às deliberações, o memorando da União Europeia nota a “possibilidade de armazenamento de minerais críticos”, alinhando-se ao recém-lançado estoque de US$ 12 bilhões de dólares de Trump para proteger fabricantes contra interrupções súbitas.

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