Gigante negocia para ser o banco do Conselho da Paz, iniciativa de Trump para reconstruir Gaza. Novo órgão busca rivalizar com a ONU e já soma US$ 5 bilhões em promessas de países membros.

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O JPMorgan Chase está em negociações avançadas para se tornar o braço financeiro do Conselho da Paz, a ambiciosa e polêmica instituição criada por Donald Trump para reconstruir a Faixa de Gaza.
Posicionado pelo presidente americano como um rival direto à ONU, o Conselho já atraiu a adesão de cerca de duas dezenas de países e pretende arrecadar bilhões de dólares para o que Jared Kushner, indicado de Trump para liderar o projeto, denomina como a “Nova Gaza”. Liderado por Jamie Dimon, o JP Morgan discute a facilitação de pagamentos e fluxos financeiros para a entidade.
O Conselho da Paz operará sob uma estrutura corporativa: Estados que doarem ao menos US$ 1 bilhão no primeiro ano garantem assentos permanentes, enquanto outros terão mandatos rotativos. Abaixo do conselho de membros, um comitê executivo, que inclui figuras como Tony Blair e o próprio Kushner, supervisionará um grupo de 14 tecnocratas palestinos responsáveis pela governança diária do território.
Nesta quinta-feira (19), em Washington, Trump deve anunciar que o grupo já assegurou US$ 5 bilhões em promessas de contribuição, visando a um plano de longo prazo que projeta investimentos de até US$ 30 bilhões em infraestrutura futurista no enclave.
VISÃO WOW
Trump está aplicando a lógica do private equity à diplomacia de guerra.
Com o Conselho da Paz, ele não está apenas reconstruindo Gaza; está tentando falir o modelo de assistência da ONU, substituindo o multilateralismo tradicional por um condomínio de doadores onde o poder de voto é proporcional ao cheque assinado. A entrada do JPMorgan é o selo de “grau de investimento” que o projeto precisa para atrair capital privado e fundos soberanos, transformando uma zona de conflito em um canteiro de obras de alta rentabilidade e controle geopolítico estrito.
A estratégia é clara: a “Nova Gaza” de Kushner, com suas torres futuristas e infraestrutura moderna, quer substituir a resistência ideológica palestina por prosperidade econômica. É a “Paz Econômica” levada ao extremo.
Se o JPMorgan consolidar o papel de banqueiro do projeto, Trump terá conseguido algo inédito: privatizar a gestão de um território em pós-guerra, transferindo a responsabilidade da segurança e reconstrução para um conselho executivo que responde a Washington e aos grandes doadores, e não à Assembleia Geral da ONU.
O risco, contudo, é transformar Gaza em uma zona franca sem soberania real, gerida como um ativo de portfólio.
SUA VISÃO
A substituição da ONU pelo Conselho da Paz liderado por Trump e financiado por grandes bancos é uma solução pragmática para Gaza ou apenas a criação de um protetorado corporativo?
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