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Meloni defende que a Europa retome diálogo direto com a Rússia para apoiar negociações de paz na Ucrânia, propondo um enviado especial europeu e uma estratégia unificada da UE. 

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que chegou o momento de a Europa retomar um diálogo direto com a Rússia, como parte dos esforços para avançar na negociação de paz na guerra na Ucrânia. 

A declaração foi feita durante sua tradicional coletiva de Ano Novo em Roma, em concordância com recente posição do Emmanuel Macron, e ressalta a necessidade de um papel europeu unificado e estratégico nas negociações de paz em curso. 

Meloni argumentou que a Europa não deve se limitar a dialogar apenas com uma das partes envolvidas no conflito, pois isso, na prática, restringe a capacidade do bloco de influenciar positivamente o processo de paz. 

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Segundo ela, a União Europeia deve nomear um enviado especial para negociar diretamente com o presidente russo Vladimir Putin, a fim de garantir uma abordagem coordenada e evitar formatos fragmentados que poderiam favorecer interesses russos em detrimento dos objetivos ocidentais de estabilidade e segurança regional. 

A chefe de governo italiana ressaltou que, apesar dos avançados esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos e outros aliados ocidentais, a ausência de negociações diretas entre a União Europeia e Moscou limita a eficácia europeia no mapa diplomático internacional. 

Meloni disse que este diálogo estratégico não significa relaxar as sanções ou legitimar ações russas, mas sim assumir uma posição europeia proativa para proteger os valores do Ocidente e buscar uma resolução negociada para o conflito. 

Meloni também foi enfática ao afirmar que, embora concorde com Macron em relação ao diálogo, é prematuro discutir a reintegração da Rússia ao G7 sem um acordo de paz sólido. Ela sublinhou que qualquer avanço desse tipo dependeria de resultados concretos no campo político e de segurança. 

A posição de Meloni sinaliza um enfoque pragmático e firme na política externa italiana, colocando a União Europeia como um ator mais autônomo e influente na gestão de crises geopolíticas, sem abrir mão das alianças transatlânticas. 

Ao mesmo tempo, a proposta de um enviado europeu reforça a ideia de que a diplomacia deve ser estratégica, coordenada e voltada à proteção dos interesses do Ocidente diante de conflitos prolongados.

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