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Irã ataca arredores de Dubai com drones e ameaça destruir bancos e instituições financeiras no Golfo. Arábia Saudita e Kuwait interceptam ataques, enquanto ONU vota resolução de urgência.

Imagem: AFP

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Por Felipe Santos.

Nesta quarta-feira (11), o Irã intensificou sua ofensiva no Golfo Pérsico. Navios comerciais foram atacados, e uma área próxima ao Aeroporto Internacional de Dubai foi atingida por dois drones. Apesar disso, as operações aéreas não foram interrompidas.

No mar, um projétil atingiu um navio porta-contêineres na costa de Omã, próximo ao Estreito de Ormuz. O Kuwait informou ter derrubado oito drones iranianos, enquanto a Arábia Saudita interceptou outros cinco que seguiam em direção ao campo petrolífero de Shaybah.

O comando militar iraniano anunciou que passará a mirar bancos e instituições financeiras no Oriente Médio, o que pode afetar outros centros importantes.

Diante da escalada, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve votar uma resolução proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo, exigindo que o Irã suspenda os ataques contra países vizinhos.

VISÃO WOW

Embora a postura do Irã possa, em um primeiro momento, despertar o vislumbre da estratégia kamikaze, é preciso considerar uma lógica fundamentada em cálculo utilitário. Se as chances de vitória contra a maior força bélica do mundo são sabidamente reduzidas, por que, então, piorar o cenário, atacando outros países com o risco de que estes também se tornem inimigos no combate?

Em havendo a participação de outras nações, o Irã terá para si a diminuição de chances de vitória já reduzidas, o que decerto não mudaria de forma determinante a conjuntura ora enfrentada. Contudo, o ingresso de novos países no confronto geraria ainda mais instabilidade na região, ou seja, haveria um conflito generalizado em todo o Oriente Médio – e é exatamente o que pretende o Irã.

Os ataques iranianos têm impactado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma porcentagem relevante do petróleo, o que pode pressionar a inflação no mundo e, por conseguinte, ameaçar a popularidade dos governantes, os quais podem repensar todo o jogo político perante os riscos de perda de popularidade e de insatisfação de relevantes atores econômicos.

Dessa forma, compreende-se que os ataques do Irã, em seus cálculos, levam em consideração o baixo risco de que os outros países da região queiram entrar no conflito de forma direta. Também são considerados a pressão indireta dos Estados Unidos e Israel, porque seus parceiros comerciais estão sendo afetados, na medida em que a instabilidade na região afasta investidores e compromete a economia de importantes centros financeiros, por exemplo, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

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O mundo financeiro está preparado para ataques cibernéticos e físicos contra bancos, ou o anúncio do Irã causará uma fuga de capitais imediata do Oriente Médio?

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