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Alemanha volta a crescer em 2025, impulsionada por gastos públicos com defesa e segurança. Exportações caem, especialmente para os Estados Unidos, e preocupam setor industrial.

Imagem: Axel Heimken/AFP

Após anos de estagnação, a economia alemã encerrou 2025 exibindo tímidos sinais de recuperação.

Dados divulgados nesta semana mostram que a produção industrial do país cresceu pelo terceiro mês consecutivo em novembro, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,2% no ano, o primeiro crescimento desde 2022. O alívio, no entanto, veio acompanhado de um alerta claro: as exportações para os Estados Unidos recuaram de forma expressiva.

A melhora na indústria foi puxada sobretudo pelo setor automotivo e pela fabricação de máquinas e equipamentos, pilares históricos da economia alemã. Os números dão indícios de que a longa estagnação começa a perder força.

“Há sinais claros de que a economia alemã pode crescer de forma mais robusta em 2026”, avaliou o economista Thomas Gitzel, do VP Bank.

O governo do chanceler Friedrich Merz aposta em gastos públicos elevados com defesa e infraestrutura para manter o fòlego da retomada. O impulso fiscal já começa a aparecer nos números, especialmente nas encomendas militares. Economistas, todavia, alertam que estímulos sem reformas estruturais tendem a produzir crescimento curto e frágil.

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O vilão da vez, porém, está no comércio exterior, durante décadas o grande motor da locomotiva alemã.

Em novembro, as exportações totais caíram 2,5%, com destaque negativo para o mercado norte-americano, onde as vendas despencaram 4,2% em apenas um mês. No comparativo anual, a queda se aproxima de 25%. Para o presidente da associação alemã de comércio exterior, Dirk Jandura, trata-se de “mais um sinal de alerta para a Alemanha como destino de negócios”.

A retração nos Estados Unidos ocorre em meio às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que atingiram em cheio a indústria europeia. Enquanto isso, as exportações para a China cresceram 3,4%, recolocando Pequim como principal parceiro comercial da Alemanha. Um alívio estatístico, mas estrategicamente desconfortável, dada a relação complicada entre o continente e Pequim.

Mesmo frente às dificuldades, porém, os números foram recebidos de forma positiva. O economista Carsten Brzeski, do ING, ponderou a pressão trazida pela combinação de exportações fracas e consumo limitado, mas concedeu ao final.

“Os primeiros sinais de virada industrial são encorajadores.”

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