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União Europeia avalia tarifas de €93 bilhões contra os Estados Unidos após ameaças sobre a Groenlândia. Internamente, países cogitam rompimento definitivo na relação.

Imagem: Yves Herman / Reuters

A União Europeia discute impor até € 93 bilhões em tarifas contra os Estados Unidos.

A proposta surge após novas ameaças do presidente Donald Trump relacionadas ao controle da Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca. As conversas ocorreram no domingo (18), em Bruxelas, e antecedem encontros decisivos entre líderes europeus e a Casa Branca durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, nesta semana.

Diplomatas dos 27 países do bloco avaliam reativar uma lista de sanções comerciais preparada no ano passado, mas suspensa para evitar uma guerra tarifária. A medida serviria como resposta às ameaças de Trump de aplicar tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro, elevadas a 25% em junho, contra países europeus que, segundo ele, estariam dificultando os interesses norte-americanos no Ártico.

O pano de fundo é a insistência do presidente dos Estados Unidos em obter controle sobre a Groenlândia, alegando razões estratégicas e de segurança. Para governos europeus, trata-se de uma linha vermelha.

“Está claro que uma linha foi traçada e que já basta”, afirmou um diplomata europeu envolvido nas negocções.

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Além das tarifas, Bruxelas discute o uso do chamado Instrumento Anticoerção, mecanismo criado em 2023 para punir países que utilizam o comércio como ferramenta de pressão geopolítica.

O instrumento permitiria restringir investimentos, serviços e até o acesso de grandes empresas de tecnologia norte-americanas ao mercado europeu. Embora defendido abertamente pela França, o recurso encontra resistência entre países mais cautelosos, que preferem tentar um acordo antes de escalar o conflito.

A crise expõe fissuras profundas na relação transatlântica, considerada por autoridades europeias a mais grave em décadas. O temor é que um confronto prolongado fragilize a OTAN e comprometa a segurança do continente em meio à guerra na Ucrânia e à pressão crescente da Rússia e da China.

Ainda assim, parte do bloco aposta no diálogo. “Queremos cooperar, não somos nós que buscamos conflito”, declarou a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen. Já em Washington, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, foi mais direto.

“O presidente acredita que uma segurança reforçada não é possível sem que a Groenlândia faça parte dos Estados Unidos”.

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