Israel está em alerta máximo diante da possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã, conforme fontes israelenses. A crescente crise de protestos no Irã, as ameaças de Donald Trump e a tensão regional colocam Israel em alta prontidão, em meio a preocupações com a segurança no Oriente Médio e possíveis confrontos entre potências.

Israel está em alerta máximo ante a possibilidade de intervenção dos Estados Unidos no Irã, disseram três fontes israelenses a agências internacionais.
A alta prontidão ocorre em meio a uma onda de protestos antigovernamentais espalhados pelo Irã, que têm durado semanas e enfrentado dura repressão interna. O presidente Donald Trump repetidamente afirmou que os Estados Unidos podem intervir caso as forças do regime usem força letal contra manifestantes.
Segundo as fontes, altos funcionários de segurança israelenses participaram de consultas intensivas, embora não tenham divulgado detalhes sobre medidas específicas adotadas no atual estado de alerta.
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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discutiu a situação em uma ligação com o secretário de Estado, Marco Rubio, em um telefonema descrito como parte dos esforços para acompanhar a possibilidade de ação militar norte-americana no Irã. Um oficial dos Estados Unidos confirmou que a conversa ocorreu, mas não anunciou o conteúdo do diálogo.
Apesar do alerta, Israel não indicou intenção de se envolver militarmente em solo iraniano. O foco principal do país continua sendo contra medidas nucleares e de mísseis iranianos, além de monitorar quaisquer implicações diretas no equilíbrio de poder regional caso a intervenção norte-americana se concretize.
O clima de tensão foi intensificado por ameaças de retaliação do Irã caso os Estados Unidos tomem medidas militares, incluindo avisos de que alvos dos norte-americanos e israelenses seriam legitimamente atacados em resposta. Autoridades iranianas disseram em parlamento que qualquer ataque desencadearia retaliação, aumentando ainda mais a sensibilidade de Israel sobre o cenário estratégico.
Esse estado de alerta ocorre poucos meses após o conflito militar de junho de 2025 entre Israel e Irã, no qual o apoio militar norte-americano foi determinante. A perspectiva de uma nova escalada coloca Israel em uma postura de vigilância constante, à medida que Washington sinaliza apoio a manifestantes iranianos e ameaça ação caso a repressão se intensifique.
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