EUA e Irã começam nova rodada de negociações nucleares em Genebra sob forte presença militar e ameaça de conflito, com divergências persistentes.

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Estados Unidos e Irã iniciaram nesta terça-feira (17) uma nova série de negociações nucleares de alto risco em Genebra, sob mediação de Omã, enquanto a ameaça de um conflito militar mais amplo paira sobre o Oriente Médio. As conversas ocorrem em um contexto de forte presença militar norte-americana na região, incluindo grupos de porta-aviões e outras unidades navais, e exercícios militares iranianos no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.
As negociações são conduzidas de forma indireta, com representantes do governo dos Estados Unidos — entre eles o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner — reunindo-se com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em vários ciclos de discussão que se estendem desde início de fevereiro. O encontro em Genebra se dá depois de uma rodada preparatória em Omã e de reuniões técnicas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Embora censos sobre o objetivo — a resolução do longo impasse sobre o programa nuclear iraniano — tenham sido reiterados por ambos os lados, poucas indicações de concessões concretas surgiram até o início das conversas. O Irã insiste em discutir apenas o programa nuclear em troca de alívio das sanções internacionais, mantendo como linha vermelha a não negociação sobre seu arsenal balístico ou apoio a grupos regionais.
Os Estados Unidos, por sua vez, buscam uma abordagem mais ampla, pressionando por restrições adicionais e garantias de que o programa iraniano não evolua para armas nucleares.
O presidente Donald Trump afirmou que se envolveria “indiretamente” nas conversações e que acredita que Teerã está interessado em alcançar um acordo, apesar das posições divergentes. A administração norte-americana também deixou claro que continua preparada para uma possível intervenção militar caso a diplomacia não produza resultados satisfatórios.
Do lado iraniano, a liderança tem repetido que seus direitos sob o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) — incluindo o enriquecimento de urânio para fins civis — são invioláveis e que qualquer tentativa de forçar concessões além desse escopo representaria uma imposição inaceitável. Em adição às negociações, o Irã realizou exercícios militares que incluíram medidas sobre o Estreito de Ormuz, sinalizando sua capacidade de pressionar regiões estratégicas caso as tensões escalem.
Apesar de algum progresso em princípios orientadores e discussões técnicas, as negociações permanecem longe de um acordo final, e o risco de um confronto — seja diplomático, econômico ou militar — ainda persiste enquanto os principais pontos de divergência não são resolvidos.
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