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Pentágono não descarta invasão terrestre e confirma que “Operação Epic Fury” não tem data para acabar. Quatro americanos morreram e caças foram abatidos por erro no Kuwait.

Imagem: Andrew Craft/Rolling Stone

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O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, não descartou o envio de tropas terrestre ao Irã durante seu primeiro pronunciamento oficial sobre a “Operação Epic Fury”.

Ao lado do Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Dan Caine, Hegseth afirmou nesta segunda-feira (02) que a campanha não possui um cronograma rígido para ser finalizada.

O Pentágono confirmou que mais de 1.000 alvos já foram atingidos em solo iraniano, incluindo o uso de bombardeiros B-2 em missões ininterruptas de 37 horas partindo diretamente do território norte-americano.

Hegseth justificou a ofensiva como uma necessidade para destruir o “escudo convencional” que Teerã utilizaria para sua “chantagem nuclear”. As palavras do secretário sinalizam uma prontidão para a escalada total, apesar das promessas eleitorais de encerrar guerras externas.

A realidade no front, contudo, já impõe custos humanos e operacionais severos a Washington. O Departamento de Defesa confirmou a quarta morte de um militar americano em um ataque de mísseis contra uma base no Kuwait. Além disso, um incidente de “fogo amigo” resultou na queda de três caças abatidos por defesas aéreas kuwaitianas por erro.

Em declarações paralelas, o presidente norte-americano reiterou que o envio de forças de solo ocorrerá “se forem necessárias” para garantir uma vitória decisiva.

VISÃO WOW

A retórica determinada de Hegseth busca solidificar a confiança na ofensiva contra o Irã.

No entanto, caso os dias passem e os resultados no terreno não se materializem, pode acabar tendo o efeito oposto: denunciando um certo grau de “wishful thinking” da administração Trump em sua própria capacidade de dobrar a ditadura dos aiatolás.

O secretário de Defesa porém, veterano e crítico contumaz da guerra no Iraque, conhece bem os atoleiros do Oriente Médio.

Sabe que o envio de soldados ao terreno inicia um ciclo que, a cada etapa, se retroalimenta, demandando mais soldados, mais especialistas, mais cidadãos, mais pais e mais filhos. O custo político de exigir muito de tais ativos estremece as bases de qualquer governo.

É pouco provável, portanto, que Hegseth aja com amadorismo. Tendo ao seu redor as forças armadas mais bem preparadas do mundo, deve deixá-los trabalhar e dar conta dos desafios bélicos.

Derrotar forças armadas e depor a intelligentsia religiosa – tão detestada quanto o algoz norte-americano – é, porém, apenas o desafio inicial. E o mais simples.

Desafrouxar o nó que a Guarda Revolucionária – que manda e desmanda da construção civil à limpeza urbana e emprega boa parte da população – apertou sobre o país demandará traquejo político que poucos estadistas teriam.

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