Diplomatas da ASEAN reúnem-se nas Filipinas para discutir as tensões no Mar do Sul da China e a crise em Mianmar. O encontro busca fortalecer a união do bloco frente à disputa entre Pequim e os Estados Unidos.

Os principais diplomatas do Sudeste Asiático reúnem-se nesta quarta-feira (04) em Cebu, nas Filipinas, para o primeiro grande encontro da ASEAN em 2026. Sob a presidência filipina, o bloco de 11 nações busca avanços em conflitos crônicos, como as disputas territoriais no Mar do Sul da China e a instabilidade civil em Mianmar.
O evento ocorre em um cenário de rivalidade acirrada entre Pequim e os Estados Unidos, além de tensões internas que testam a coesão do grupo. Recentemente, Tailândia e Camboja envolveram-se em confrontos fronteiriços, evidenciando as dificuldades de um bloco que decide por consenso e prega a não interferência nos assuntos domésticos de seus vizinhos.
Nas águas estratégicas do Mar do Sul da China, as Filipinas lideram uma nova estratégia para acelerar o Código de Conduta com o governo chinês. O objetivo é estabelecer regras que evitem os frequentes confrontos entre guardas costeiras na região. Especialistas alertam que a paralisia diplomática pode custar caro à soberania das nações menores.
Para Jane Hardy, do Centro de Estudos dos Estados Unidos na Universidade de Sydney, o fundamental é uma “demonstração de solidariedade contra atos agressivos da PLA ou da Guarda Costeira da China através de uma presença marítima quase contínua no Mar do Sul da China”.
Quanto a Mianmar, o impasse persiste sobre o reconhecimento da junta militar, que realizou eleições classificadas como farsa por observadores internacionais. A ASEAN mantém a exclusão dos líderes do país de suas reuniões de cúpula, embora aceite representantes técnicos.
O encontro em Cebu também servirá para discussões francas sobre políticas tarifárias norte-americanas e tensões globais que impactam o equilíbrio de poder na Ásia, como afirmou Dax Imperial, porta-voz filipino para o bloco.
“O importante é que teremos algum movimento quanto aos acordos das reuniões anteriores”.
Leia mais:
Quer entender melhor o cenário atual? Leia também as últimas matérias que selecionamos para você.
Envie-nos o seu feedback em contato@wowgeopolitica.com.br.
Interessado em se conectar com leitores curiosos e informados? Anuncie conosco.