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Após tribunal anular concessões no Canal, estatal chinesa COSCO busca adquirir portos estratégicos no México e nas Bahamas. A corrida por infraestrutura reflete a dipusta com os EUA por parcerias na Améria Latina.

Imagem: Tufan Neupane/Cronkite Borderlands Project

Uma decisão da Suprema Corte do Panamá anulou as concessões dos portos de Balboa e Cristóbal, antes controlados pela CK Hutchison, de Hong Kong. O movimento é visto como uma vitória estratégica de Washington para conter a influência de Pequim no Hemisfério Ocidental.

O recuo da CK Hutchison, contudo, abre caminho para a estatal chinesa COSCO, a quarta maior empresa de navegação do mundo, tentar adquirir ativos em outros pontos críticos da região.

O temor do Departamento de Estado dos EUA é que a saída de empresas privadas de Hong Kong dê lugar a gigantes estatais chinesas sob controle direto do Partido Comunista. A infraestrutura comercial operada pela COSCO pode servir para o chamado “uso dual”: suporte logístico para a Marinha chinesa em eventuais crises internacionais.

Atualmente, existem pelo menos 37 projetos portuários na América Latina com vínculos chineses. Entre os alvos de maior risco estão os terminais de Manzanillo e Veracruz, no México, e o porto de Freeport, nas Bahamas, este último a apenas 100 km da costa da Flórida. A venda de participações da CK Hutchison para o consórcio liderado pela BlackRock, avaliada em US$ 22,8 bilhões, permanece travada pela falta de aprovação de Pequim, que acusa o movimento de ser uma agressão geopolítica.

Enquanto a dinamarquesa Maersk assume interinamente os portos no Panamá, a CK Hutchison avalia fatiar suas operações globais. A estratégia seria vender terminais em países aliados de Pequim para a COSCO, garantindo a aprovação do governo chinês para o restante do negócio.

Para Washington, a “vitória” no Panamá pode ser apenas o início de uma longa batalha pelo controle das rotas marítimas no Caribe e no Pacífico.

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