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Empresas chinesas retomam aquisições globais agressivas com foco em marcas de luxo e mineração. Em janeiro de 2026, valor total alcançou US$ 12 bilhões em janeiro de 2026.

Imagem: Getty

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As empresas chinesas retomaram com vigor suas campanhas de aquisições internacionais, atingindo em janeiro de 2026 um volume de US$ 12 bilhões em fusões e aquisições.

Este é o maior nível para o primeiro mês do ano desde 2017, marcando o fim de um longo hiato imposto por Pequim para conter gastos excessivos e o endividamento corporativo. O novo ciclo de compras abrange desde marcas de consumo globais, como a alemã Puma e a Leica Camera, até ativos estratégicos em mineração e energia na América Latina e Europa.

O movimento é impulsionado pela saturação e competitividade extrema do mercado doméstico chinês, aliada à recuperação dos índices acionários de Hong Kong e Xangai, que conferem robustez financeira às companhias.

Gigantes como a Luckin Coffee e a BYD buscam expandir sua pegada global, enquanto o setor estatal foca em metais críticos e infraestrutura. No Brasil, o destaque fica para a aquisição do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) pela Aluminum Corp. of China, além de pesados investimentos da CMOC Group em operações de ouro e metais estratégicos.

Visão WoW

A “China Inc.” está de volta ao tabuleiro global, mas desta vez o jogo é muito mais sofisticado do que a gastança desenfreada da década passada.

Se antes o objetivo era apenas status e diversificação de portfólio, agora o foco é a sobrevivência estratégica e a dominância tecnológica. Ao adquirir marcas de consumo europeias e mineradoras nas Américas, Pequim não está apenas comprando ativos; está exportando seu excesso de capacidade e garantindo o suprimento de matérias-primas essenciais para a transição energética que ela mesma lidera.

O avanço chinês sobre setores sensíveis, como o mercado elétrico chileno e o alumínio brasileiro, revela uma leitura pragmática da geopolítica atual: enquanto o Ocidente discute protecionismo, a China ocupa espaços deixados pela falta de investimento local.

O risco, naturalmente, reside na reação regulatória. Países que hoje “saúdam” o capital chinês podem rapidamente mudar o tom caso percebam que a dependência econômica se traduziu em perda de soberania sobre infraestruturas críticas.

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