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Chanceler defende que a Europa adote o “hard power” para sobreviver à nova era de imperialismo. Merz também rebateu críticas de Donald Trump à OTAN e prometeu fortalecer o exército alemão.

Imagem: Krisztian Bocsi/Bloomberg

O chanceler alemão Friedrich Merz alertou que o futuro da Europa depende de sua capacidade de adotar a lógica do “hard power”. Em discurso no parlamento federal nesta quinta-feira, Merz afirmou que o continente não resistirá a uma nova era de imperialismo sem se transformar em uma potência política e militar capaz de falar a linguagem do poder.

Segundo Merz, a Europa precisa abraçar o poder econômico e militar para preservar a democracia frente a um cenário global de autocracias. O chanceler destacou que o mundo está mudando radicalmente, tornando-se um ambiente onde as grandes potências se baseiam na força.

“Só seremos capazes de implementar nossas ideias no mundo, pelo menos em parte, se nós mesmos aprendermos a falar a linguagem da política de poder, se nós mesmos nos tornarmos uma potência europeia.”

O chanceler também condenou duramente as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que minimizou os sacrifícios da OTAN na guerra do Afeganistão. Merz lembrou que 59 soldados alemães perderam a vida na missão de quase 20 anos, lançada em apoio direto aos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro.

“Não permitiremos que esta missão, que também realizamos no interesse do nosso aliado, os Estados Unidos da América, hoje seja depreciada e menosprezada.”

Apesar das críticas a Trump, o chanceler defendeu a manutenção da confiança transatlântica, descrevendo-a como valiosa para a Alemanha. No entanto, Merz segue com o plano de tornar o país militarmente independente, prometendo construir o exército convencional mais forte da Europa para assumir a responsabilidade pela defesa regional.

O discurso marca um ponto de virada na política externa alemã, equilibrando a diplomacia tradicional com a necessidade urgente de rearmamento. A Alemanha agora busca liderar uma Europa que não apenas ofereça ideais democráticos, mas que tenha força real para defendê-los em um sistema internacional cada vez mais fragmentado.

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