Zelensky alerta que tropas estão aprendendo guerra moderna na Rússia. Pyongyang moderniza arsenal com tecnologia russa e exibe lançadores KN-25 com capacidade nuclear.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como “extremamente perigosa” a profundidade da cooperação militar entre Rússia e Coreia do Norte.
Segundo Zelensky, os 10.000 soldados enviados por Pyongyang não estão apenas servindo como bucha de canhão, mas absorvendo conhecimentos críticos em “guerra híbrida moderna”, incluindo táticas de defesa contra drones de fibra óptica, mísseis e sistemas de guerra eletrônica avançada.
Esse intercâmbio de inteligência e tecnologia, financiado com mais de US$ 20 bilhões gerados pela ajuda norte-coreana ao esforço de guerra russo, está permitindo que o regime de Kim Jong Un modernize seu arsenal com sistemas de defesa aérea Pantsir e dados reais de telemetria de mísseis balísticos em combate.
Enquanto a Rússia recebe mão de obra e munição, Pyongyang recebe em troca suporte técnico para seus programas nucleares e espaciais, além de hardware militar de última geração. Recentemente, Kim Jong Un exibiu 50 novas unidades do lançador de foguetes KN-25, o maior sistema de artilharia de foguetes do mundo, capaz de disparar ogivas nucleares táticas com um alcance superior ao sistema americano HIMARS.
A escalada ocorre em um momento de transição interna na Coreia do Norte, com a crescente visibilidade de Kim Ju Ae, filha do líder, sugerindo uma sucessão dinástica precoce em meio a rumores sobre a saúde fragilizada de Kim.
VISÃO WOW
A guerra na Ucrânia tornou-se o campo de provas definitivo para a Coreia do Norte.
O que se vê é a transformação de um exército estático e antiquado em uma força moldada pelas lições do século XXI. A transferência do sistema Pantsir e o feedback de guiagem de mísseis balísticos reduzem décadas de pesquisa e desenvolvimento para Pyongyang.
Para o Ocidente, o perigo é duplo: além de fortalecer a Rússia no curto prazo, Putin está criando um monstro militar muito mais capaz na península coreana, alterando permanentemente o equilíbrio de poder no Leste Asiático e forçando Coreia do Sul e Japão a acelerarem seu próprio rearmamento.
Geopoliticamente, o pacto de defesa mútua de 2024 entre Moscou e Pyongyang enterrou qualquer chance de isolamento diplomático da Coreia do Norte por meio de sanções da ONU. A Rússia agora atua como o principal facilitador da evasão de sanções, utilizando sua posição no Conselho de Segurança para proteger seu novo aliado.
Kim Jong Un percebeu que o sangue de seus soldados é a moeda de troca mais valiosa para garantir a sobrevivência de sua dinastia e a sofisticação de seu arsenal nuclear. O “laboratório” ucraniano deu à Coreia do Norte algo que o dinheiro não compra: experiência de combate contra a tecnologia da OTAN.
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