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Cuba acusa os EUA de “pirataria” no Caribe ao bloquear petróleo venezuelano, intensificando tensões após intervenção militar e ameaça de bloqueio naval. 

Uma autoridade cubana acusou os Estados Unidos de praticar “pirataria internacional” no Caribe ao bloquear a chegada de petróleo venezuelano a Cuba, em meio às crescentes tensões após a intervenção militar na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. A denúncia foi feita pelo embaixador de Cuba na Colômbia, Carlos de Céspedes, no sábado (24), quando afirmou que Washington está impondo um “cerco marítimo” à ilha. 

De acordo com de Céspedes, a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba é mais intensa do que em qualquer outro momento desde a revolução de 1959, com décadas de sanções e ameaças militares já acumuladas. Ele afirmou que as ações de Washington, ao impedir que o petróleo venezuelano — principal fonte de energia de Cuba nas últimas décadas — chegue ao país, equivalem a um bloqueio que restringe o fluxo de combustíveis essenciais. 

Desde a captura de Maduro por forças norte-americanas no início de janeiro, o fluxo de petróleo da Venezuela para Cuba praticamente cessou. O governo dos Estados Unidos, sob a administração do presidente Donald Trump, declarou que não haverá nenhum envio de petróleo venezuelano à ilha enquanto os Estados Unidos mantiverem sua influência sobre Caracas e a ameaça de novas ações militares pairar sobre o regime venezuelano. 

Além disso, o governo norte-americano tem interceptado e apreendido navios-tanque que transportariam petróleo para Cuba no Caribe, uma ação que críticos e autoridades cubanas classificam como “pirataria”. Trump chegou a declarar que Cuba estaria “pronta para cair” economicamente, uma vez que sua principal fonte de renda petrolífera foi interrompida. 

Apesar das dificuldades, Cuba continuou importando petróleo de outros países, como o México, embora sua economia, já fragilizada, enfrente o risco de atingir um ponto de ruptura sem os volumes que vinha recebendo de Caracas. 

Relatórios recentes indicam ainda que a administração Trump estaria considerando a imposição de um bloqueio naval completo para interromper as importações de energia cubanas, o que poderia provocar uma crise humanitária em uma população de cerca de 11 milhões de pessoas.  

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