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Alemanha prende suspeita de espionagem russa em Berlim e investiga ex-militares. Prisão reforça temores sobre redes de influência de Moscou no coração da Europa.

Imagem: Bernd von Jutrczenka/DPA

Enquanto a Europa reforça sanções e discursos contra Moscou, a guerra invisível segue ativa no coração do continente. A Alemanha voltou a expor, nesta semana, a persistência da espionagem russa em seu território, com prisões e investigações que atingem círculos políticos, militares e financeiros.

Na última quarta-feira (21), em Berlim, autoridades alemãs prenderam uma mulher germano-ucraniana suspeita de atuar como agente de inteligência da Rússia desde pelo menos novembro de 2023. Segundo a Procuradoria Federal, ela teria mantido contato direto com um funcionário do serviço secreto russo lotado na embaixada russa na capital alemã, repassando informações sensíveis sobre ajuda militar à Ucrânia, indústria de armamentos e testes de drones.

De acordo com os investigadores, a suspeita coletava dados sobre participantes de eventos políticos de alto nível e sobre instalações da indústria de defesa, além de recorrer a contatos pessoais que haviam trabalhado no setor militar alemão. Ela também teria auxiliado seu controlador russo a circular em eventos políticos sob identidade falsa, ampliando a rede de contatos de interesse estratégico para Moscou.

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As buscas se estenderam a outros estados alemães, como Brandemburgo, Renânia-Palatinado e Baviera, e alcançaram dois ex-integrantes das Forças Armadas da Alemanha. Ambos são investigados por suspeita de terem repassado informações funcionais por meio de uma intermediária, possivelmente a própria mulher detida. As autoridades ainda apuram se houve ciência de que os dados chegariam a um serviço de inteligência estrangeiro.

O caso se soma a outra operação realizada no mesmo dia, quando a polícia prendeu dois homens, um cidadão russo e um alemão, acusados de financiar e abastecer milícias separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia. Segundo os promotores, mais de € 14 mil teriam sido transferidos para essas organizações, além do apoio logístico direto.

As investigações ocorrem em um contexto de alerta elevado na Alemanha, país que funciona como eixo logístico central da OTAN na Europa desde a invasão russa em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Como resumiu a ministra da Justiça, Stefanie Hubig, “se as acusações se confirmarem, trata-se de um caso particularmente grave de atividade de inteligência, que mais uma vez confirma que a Alemanha continua no foco do serviço secreto russo”.

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