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Ministros de Alemanha e França dizem que Europa não será chantageada por ameaças de tarifas dos Estados Unidos sobre a Groenlândia e avaliam respostas incluindo retaliação tarifária e uso do instrumento anti-coerção. 

Os ministros das Finanças da Alemanha e da França afirmaram nesta segunda-feira (19) que a Europa não será chantageada pelo governo dos Estados Unidos em meio à ameaça de tarifas mais altas sobre produtos europeus caso Washington não obtenha permissão para adquirir a Groenlândia. 

A declaração reforça a crescente tensão comercial entre aliados históricos e leva a União Europeia a considerar respostas econômicas contundentes. 

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O presidente Donald Trump anunciou no último fim de semana a intenção de aplicar uma série de tarifas adicionais a importações europeias a partir de 1º de fevereiro, com impacto potencial sobre mercadorias de países como Alemanha, França, Dinamarca, Holanda, Suécia, Finlândia, Reino Unido e Noruega, caso o “acordo completo e total” pela venda da Groenlândia não seja alcançado. 

A escalada ameaça as relações econômicas transatlânticas e colocou líderes europeus em alerta. 

Em Berlim, o ministro alemão Lars Klingbeil disse que “não permitirei que nos chantageiem”, destacando que ameaças entre aliados com mais de dois séculos de relações diplomáticas são “obviamente inaceitáveis”

Seu colega francês Roland Lescure concordou que coerção econômica entre Estados amigos não é aceitável e reiterou que a Europa deve responder de forma unida. 

A União Europeia está preparando, para uma reunião de emergência em Bruxelas na próxima quinta-feira (22), opções de retaliação que vão desde tarifas retaliatórias sobre cerca de € 93 bilhões em produtos norte-americanos até o uso de um mecanismo legal conhecido como Instrumento Anti-Coerção

Esse instrumento, previsto nas normas comerciais da União Europeia, permite restringir o acesso de terceiros a licitações públicas, investimentos e comércio de serviços como forma de resposta a medidas consideradas coercitivas. 

Embora nunca tenha sido usado desde sua criação, o instrumento figura agora como uma opção concreta na mesa de Bruxelas, considerada por líderes europeus como um meio de reforçar a soberania econômica do bloco diante de pressões externas. 

Lescure qualificou a ferramenta principalmente como um elemento de dissuasão, mas destacou que deve ser examinada diante da atual ameaça. 

A crise comercial sobre a Groenlândia, que já provocou protestos em capitais europeias e debates intensos sobre a disputa pelo território ártico, testará a capacidade da União Europeia de resistir a pressões econômicas de Washington sem ceder a exigências consideradas injustas. 

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