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Acordo reduz tarifas e garante até US$ 250 bilhões em investimentos. Aproximação busca fortalecer guarda-chuva norte-americano sobre a ilha.

Imagem: Chien-Ying Chiu/The New York Times

Washington e Taipei anunciaram nesta quinta-feira um acordo comercial que reduz tarifas e consolida uma parceria estratégica no setor mais sensível da economia global: os semicondutores.

Em troca de alívio tarifário, Taiwan se comprometeu a investir até US$ 250 bilhões na expansão da produção de chips e tecnologia nos Estados Unidos. O movimento reposiciona cadeias produtivas e envia um recado direto a Pequim.

O acordo encerra meses de negociações conduzidas sob forte pressão do presidente Donald Trump para que Taiwan transfira parte de sua capacidade industrial ao território norte-americano. As tarifas sobre produtos taiwaneses cairão de 20% para 15%, enquanto setores como medicamentos genéricos, peças aeronáuticas e determinados recursos naturais ficarão isentos.

Em paralelo, Washington garantiu cotas de importação de chips sem tarifas de segurança nacional para empresas que investirem em fábricas nos Estados Unidos. O objetivo declarado é restaurar a liderança industrial norte-americana em semicondutores, um insumo central para defesa, inteligência artificial e tecnologias críticas.

“Vamos trazer tudo para cá para que nos tornemos autossuficientes em semicondutores”, afirmou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

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No centro do acordo está a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), responsável por cerca de 90% dos chips mais avançados do mundo. A empresa já havia anunciado investimentos bilionários no estado americano do Arizona e agora planeja ampliar ainda mais sua presença, mesmo reconhecendo entraves burocráticos e custos superiores aos enfrentados em Taiwan.

Na esfera geopolítica, o pacto reforça a estratégia dos Estados Unidos de reduzir dependências externas e enfraquecer a posição da China em cadeias críticas. Para Taipei, o desafio é equilibrar expansão global e preservação de sua base industrial doméstica, frequentemente vista como um fator de dissuasão contra ameaças chinesas.

Autoridades taiwanesas insistem que a transferência não esvaziará o setor local. Ainda assim, analistas alertam que, se Washington alcançar autonomia plena, o valor estratégico da ilha pode ser relativizado.

O acordo mostra que, no tabuleiro global, segurança e comércio caminham juntos, e que os países estão dispostos a usar ambos para obter vantagem estratégica.

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