Clérigo iraniano pede execução de manifestantes e ameaça Trump enquanto protestos no país perdem força. Mortes ultrapassam 3.000 e tensão com Washington segue alta.

O Irã viveu um momento tenso após semanas de protestos contra o regime clérigo que eclodiram no final de dezembro de 2025 por causa da economia em colapso e que evoluíram para exigências de mudança política, enquanto autoridades do país responderam com forte repressão e trocas de ameaças explícitas entre o regime dos aiatolás e o presidente Donald Trump.
Após uma queda nas manifestações nas ruas de grandes cidades como Teerã, que ficaram mais silenciosas e sob intenso bloqueio de internet controlado pelo governo, um influente clérigo xiita, o aiatolá Ahmad Khatami, fez um sermão chamando detidos nos protestos de “soldados de Trump” e pediu a execução de manifestantes acusados de traição.
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O tom das declarações reforça a sensação de ameaça por parte do regime islâmico, que tenta reconquistar controle total depois da onda de choque provocada pelas manifestações e que alcançou um número de mortos estimado em mais de 3.000 civis, segundo a agência Human Rights Activists News Agency, com dezenas de milhares detidos ou desaparecidos.
O presidente norte-americano Donald Trump comentou publicamente que o Irã teria cancelado planos para executar mais de 800 detentos políticos, agradecendo à liderança do país por essa suposta decisão, ainda que não tenha apresentado confirmação oficial de Teerã sobre essa mudança.
Os protestos começaram como reação aos problemas econômicos e se transformaram na maior crise doméstica do regime desde a Revolução Islâmica de 1979, testando a capacidade de resistência do governo e de sua Guarda Revolucionária.
Apesar da relativa calmaria nas ruas, o espectro de ações violentas continua, e o confronto verbal entre autoridades iranianas e a administração Trump intensifica as preocupações internacionais sobre os rumos de um regime que já está sob sanções econômicas e vigilância global.
A situação continua fluida, com impactos políticos e de segurança regional ainda difíceis de quantificar, enquanto líderes ocidentais acompanham com atenção a evolução da crise no Irã e seus reflexos estratégicos no Oriente Médio.
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