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Presidente da Polônia chama União Europeia de “estrela em declínio” e alerta contra o imperialismo russo. Para ele, caminho está em reformas e alinhamento aos Estados Unidos.

Imagem: RBC Ukraine

O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, elevou o tom contra Bruxelas, classificando a União Europeia como uma “estrela em declínio”.

Voltando-se então para o leste, lançou também um alerta direto sobre o que chamou de imperialismo russo. Para Nawrocki, Moscou é uma ameaça estrutural e permanente à segurança do continente.

Falando ao corpo diplomático em Varsóvia na última quinta-feira (15), Nawrocki criticou políticas centrais da União Europeia, como a iniciativa de sustentabilidade Green Deal, o arranjo migratório e o acordo Mercosul-União Europeia. O líder defendeu uma integração europeia “saudável”, baseada na soberania nacional.

Segundo ele, a Polônia deve liderar um bloco de países dispostos a reformar o projeto europeu sem abandoná-lo, posição que agrada governos conservadores do Leste Europeu e incomoda elites políticas do eixo Paris-Berlim.

O discurso foi especialmente duro em relação à Rússia. Na visão de Nawrocki, Moscou não representa apenas um problema conjuntural ligado à guerra na Ucrânia, mas um padrão histórico.

“O objetivo da Rússia, além de perseguir seus próprios cidadãos, é a expansão territorial, assassinatos em massa e ataques a alvos civis”, afirmou, citando hospitais e escolas. “A Polônia, que faz fronteira com a Rússia há séculos, conhece essa ameaça como poucos.”

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O presidente polonês afirmou ainda que o fim do conflito ucraniano não encerrará a ambição expansionista russa e defendeu o fortalecimento militar dos aliados como única forma eficaz de dissuasão. Nesse ponto, destacou a importância da cooperação com parceiros estratégicos, especialmente os Estados Unidos e a Coreia do Sul, na aquisição de equipamentos militares avançados.

A crítica à centralização europeia contrasta com a fragilidade geopolítica do bloco, pressionado simultaneamente por Moscou e pela crescente influência econômica da China.

Para Varsóvia, insistir em agendas ideológicas e burocráticas enquanto ignora ameaças reais é um erro estratégico. Nawrocki foi direto ao apontar o caminho.

“Somente com unidade entre aliados e aumento das capacidades de defesa podemos deter a Rússia.”

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