Forças israelenses conduzem nova incursão no sul da Síria, avançando em aldeias de Quneitra; Damasco condena ação como violação de acordo e exige retirada total das tropas.

Forças militares de Israel realizaram mais uma incursão no sul da Síria nesta sexta-feira (16), avançando em várias aldeias da província de Quneitra, informou a Syrian Arab News Agency (SANA), o veículo oficial do governo sírio.
A ação reacende tensões na região fronteiriça entre os dois países e foi duramente criticada por Damasco, que reiterou sua exigência por uma retirada total das tropas israelenses do território sírio.
De acordo com a reportagem, a força israelense, composta por oito veículos militares e três tanques, entrou na zona rural de Quneitra, avançando a partir da área de Tal al-Ahmar em direção às aldeias de Ain al-Ziwan e Suwaisa.
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As tropas teriam permanecido por cerca de uma hora em Suwaisa antes de prosseguir para a pequena localidade de al-Dawayah, com tanques ocupando o morro de Abu Qubays antes de se retirarem sem relatos de prisões durante a operação.
Segundo a SANA, essa incursão segue um padrão de violação contínua do Acordo de Desengajamento de 1974, que estabeleceu as zonas tampão entre Israel e Síria após a guerra de 1973.
O governo de Damasco acusa repetidamente as forças israelenses de desrespeitarem esse acordo por meio de invasões, ataques e operações terrestres que, segundo a Síria, têm impacto sobre civis.
Na quinta-feira anterior, outro episódio semelhante foi registrado na mesma província, quando soldados israelenses teriam detido brevemente três jovens em Sayda al-Hanout antes de liberá-los, reforçando o que o governo sírio considera um padrão de intimidação e presença militar persistente na região.
O governo sírio tem utilizado a imprensa oficial para condenar as operações israelenses como “ocupação” e violação do direito internacional, exigindo a retirada total das forças e apelando à comunidade internacional para que “assuma responsabilidades” no sentido de deter práticas que ameaçam a soberania da Síria e a estabilidade regional.
A escalada de incidentes fronteiriços ocorre em um momento de fragilidade contínua na região, com a comunidade internacional dividida em relação às ações de Israel e à situação síria. O governo de Damasco usa essas incursões para reforçar seu discurso de resistência e de necessidade de apoio diplomático e político na arena global.
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