Petróleo acumula alta na semana, mas perde força após redução do risco de ataque dos EUA ao Irã. Mercado ajusta prêmio geopolítico com oferta global ainda estável.

Os preços do petróleo operaram em alta nesta sexta-feira, sustentados por ganhos acumulados ao longo da semana, mas mostraram perda de fôlego depois que diminuiu a percepção de um ataque militar iminente dos Estados Unidos contra o Irã.
A redução do risco geopolítico levou investidores a realizarem lucros, limitando novas altas no mercado de energia. O Brent, referência internacional, era negociado em torno de US$ 64,42 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA operava próximo de US$ 59,81, ambos acima dos níveis registrados no início da semana.
Apesar da estabilização recente, os contratos caminham para mais uma semana de valorização, refletindo a incorporação de um prêmio de risco nos dias anteriores.
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O avanço do petróleo foi impulsionado principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio, após protestos no Irã e declarações duras vindas de Washington, que elevaram temores de uma possível interrupção no fornecimento regional.
O Irã é um ator relevante no mercado global e qualquer ameaça às suas exportações — especialmente via Estreito de Ormuz — tende a provocar reações imediatas nos preços.
No entanto, esse impulso perdeu intensidade depois que o presidente Donald Trump sinalizou que não vê, no curto prazo, a necessidade de uma ação militar direta, reduzindo a probabilidade de um choque abrupto de oferta. O mercado rapidamente ajustou expectativas, retirando parte do prêmio geopolítico que havia sido precificado.
Do ponto de vista estrutural, os fundamentos seguem relativamente confortáveis. A oferta global permanece adequada, enquanto a demanda cresce de forma gradual, sem sinais de superaquecimento. Isso limita movimentos explosivos de alta, mesmo em cenários de tensão política.
Especialistas avaliam que o petróleo deve permanecer em uma faixa de preços estável, com oscilações pontuais ligadas a manchetes geopolíticas, e não a desequilíbrios profundos entre oferta e demanda.
Sem uma ruptura concreta no fornecimento, o mercado tende a reagir mais com volatilidade do que com tendências sustentadas.
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