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acordo UE-Mercosul após 25 anos de negociações pode refletir os limites da diplomacia agressiva de Trump na América Latina, impulsionando laços comerciais e reduzindo a influência dos EUA.

Um acordo comercial histórico entre a União Europeia e o Mercosul pode revelar os limites da diplomacia agressiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina, de acordo com diplomatas e analistas internacionais. 

O pacto, anunciado em 13 de janeiro de 2026 após mais de 25 anos de negociações, consolida uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e destaca uma mudança nas prioridades econômicas e geopolíticas na região. 

O acordo entre União Europeia e Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, visa eliminar a maioria das tarifas sobre bens e serviços entre os dois blocos e fortalecer laços econômicos com mais de 700 milhões de consumidores, num momento em que países latino-americanos buscam diversificar suas parcerias comerciais. 

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Especialistas afirmam que o avanço do pacto ocorre em um contexto em que a influência tradicional dos Estados Unidos na América Latina tem diminuído, em parte devido às políticas unilaterais e às ações de pressão econômica promovidas pela administração Trump, incluindo tarifas elevadas e condicionamentos políticos. 

Alguns governos latino-americanos estariam optando por fortalecer relações com parceiros multilaterais — como a União Europeia e a China — em vez de alinhar-se exclusivamente com Washington. 

Funcionários europeus veem o acordo como uma resposta à instabilidade das normas multilaterais, reforçando a busca por regras comerciais claras e previsíveis que não dependam exclusivamente da Organização Mundial do Comércio (OMC) nem de políticas bilaterais voláteis. 

O pacto ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu antes de entrar em vigor, e enfrenta resistência interna em alguns países, especialmente entre agricultores europeus preocupados com a concorrência de produtos sul-americanos.

No entanto, sua possível assinatura é considerada um marco nas relações comerciais transatlânticas e um sinal de que países latino-americanos estão reequilibrando suas alianças econômicas diante de um cenário global de tensões e protecionismo.

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