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protestos ira Khamenei

Protestos no Irã completam 13 dias com mais de 51 mortos, incluindo crianças, e centenas de feridos. As manifestações, inicialmente motivadas por crise econômica, ampliaram-se para demandas políticas, enfrentando forte repressão estatal e blackout de internet. 


As manifestações no Irã completaram 13 dias com intensificação do movimento de protesto contra o regime clerical e as condições econômicas, enquanto organizações de direitos humanos denunciaram ao menos 51 mortos desde o início dos protestos em 28 de dezembro de 2025, incluindo nove crianças entre as vítimas. A informação foi divulgada por uma ONG internacional de direitos humanos, que também destacou centenas de feridos em confrontos com as forças de segurança. 

Os protestos, que começaram em resposta à crescente crise econômica — marcada por inflação elevada, queda acentuada do valor da moeda nacional e dificuldades no acesso a itens básicos — ampliaram-se para reivindicações políticas, com muitos manifestantes pedindo o fim do sistema de governo dominado por líderes religiosos. As mobilizações se espalharam por todas as principais cidades do país, incluindo Teerã, Mashhad e Zahedan, com grandes concentrações de pessoas desafiando a repressão. 

Autoridades iranianas reprimiram as manifestações com força letal em várias áreas urbanas, segundo relatos de organizações de direitos humanos, e estabeleceram um bloqueio nacional da internet para dificultar a organização dos protestos e a divulgação de informações sobre a situação interna. A medida de censura virtual foi criticada por grupos internacionais como uma tentativa de ocultar a violência estatal. 

Apesar das interrupções de comunicação e das ameaças de repressão mais dura, muitos iranianos continuam nas ruas em expressões de descontentamento contra a liderança do país. Slogans em várias cidades têm incluído críticas diretas ao líder supremo Ayatollah Ali Khamenei e chamadas por reformas profundas no sistema político. 

O governo iraniano responsabiliza forças estrangeiras — citando Ocidente e Israel — pela instigação das manifestações, embora esses países neguem envolvimento direto, ressaltando que as demandas expressas nas ruas refletem pressões socioeconômicas internas e insatisfação com políticas governamentais. 

O aumento no número de mortos e a resistência contínua dos manifestantes transformaram a onda de protestos em um dos maiores movimentos de descontentamento popular no Irã nos últimos anos, desafiando a capacidade de controle do regime e atraindo foco internacional para a situação dos direitos civis no país.


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